Carta distribuída em Direito

Em seu discurso para homenagear a “retomada” da UnB após o fim da ditadura, Darcy Ribeiro, emocionado, lançou uma pauta para as universidades brasileiras que, atualmente, neste que se configura como o período mais longo da nossa frágil democracia republicana, ainda não foi cumprida sequer parcialmente.

Disse Darcy: “Voltando ao nosso princípio das responsabilidades sociais da Universidade, quero assinalar mais profundamente, ainda, o papel da universidade como a Casa em que a Nação brasileira se pensa a si mesma como problema e como projeto. (…)”

Como aqueles que vivenciam a Universidade, professores e servidores devem aproximar a universidade da sociedade de modo a não mais haver fronteiras entre ambas. Para isso, penso que nosso esforço deve ser o de articular ensino, pesquisa e extensão de maneira efetiva, no cotidiano, e em paralelo quebrar as amarras burocráticas que paralisam a universidade. Talvez quando chegarmos a esse ponto, tenhamos condições de pensar o tal projeto falado por Darcy Ribeiro.

Sou docente da Universidade há quase três anos, mas aqui estudei na graduação e em duas especializações. Posso sentir as diferenças e vejo que a Universidade se tornou mais aberta e plural. Mas sinto falta de muita coisa que nos aproximaria de um ambiente mais transparente nas decisões, de instâncias substancialmente democráticas, de debates políticos constantes sobre a Universidade, e de um diálogo livre entre docentes e entre estes e estudantes e servidores.

Essas reflexões, talvez pueris da forma como colocadas, me provocam a acompanhar diariamente as discussões sobre a sucessão na Reitoria. Essa preocupação me levou a apoiar o professor Nelson Pretto, diretor da Faculdade de Educação por duas gestões e ex-candidato a reitor, quando obteve expressiva votação, mas não o suficiente para eleger-se. Nelson Pretto, por sua comprovada história de compromisso com a universidade, se apresenta como aquele que, como um Reitor criativo, pode propiciar um ambiente favorável a uma universidade cada vez mais crítica, reflexiva, livre, autônoma e socialmente referenciada, assim como queria Darcy Ribeiro e, mais recentemente, o nosso antigo Reitor Felipe Serpa.

O voto em candidato à Reitor não exige pressa, mas serenidade, independência de opinião e muita reflexão.

Dito isto, convido os colegas para conhecerem mais Nelson Pretto e suas propostas.

Reunião com o candidato a Reitor, professor Nelson Pretto, na Sala 9 (1º abdar) da Faculdade de Direito, dia 20 de março, às 17 horas.

Abraço a todos,

Carlos Eduardo Soares de Freitas, Professor Adjunto da Faculdade de Direito

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