Nossas propostas

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PROGRAMA DE GESTÃO

NELSON PRETTO (Reitor) | ANGELO SERPA (Vice)

Chapa Autonomia e Diferença

Princípios da gestão

No simbólico dia 2 de julho, a nossa Universidade comemora seu aniversário. Neste ano de 2014, o maior presente que ela pode receber está em nossas mãos. Trata-se do desafio político de votar para Reitor, combinando responsabilidade acadêmica com referência social.

É hora de avaliarmos as experiências gestoras da Universidade, refletirmos criticamente sobre o papel da UFBA, nos cenários baiano e brasileiro, e apontarmos propostas políticas e administrativas para o próximo quadriênio. Com esses propósitos, docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes de graduação e pós-graduação indicaram, como alternativa para iniciar um novo ciclo de gestão, as candidaturas dos professores que têm uma história de coerência, Nelson Pretto e Angelo Serpa.

Nesse cenário de reconhecimento do papel histórico da nossa Universidade, iniciamos mais uma campanha para a reitoria e vice-reitoria da UFBA, tomando os princípios, como inspiração e compromisso, e as propostas, como desafios estratégicos.

Os princípios da democracia universitária transparência como controle social e participação coletivainscrevem-se, como inspiração e compromisso, em uma caminhada universitária socialmente referenciada, e as propostas resultam de um diálogo com o fazer das pró-reitorias, direções de unidades, movimento sindical e estudantil.

Uma busca permanente, que considera a excelência acadêmica de modo consoante com a produção e a socialização do conhecimento científico, tecnológico e cultural.

Assumimos a dimensão do coletivo, como algo orgânico à nossa vida, e que terá que ser a marca da nossa gestão.

A participação coletiva será amplificada também pelo exaustivo uso das redes tecnológicas de informação e comunicação, que estarão, portanto, a serviço da intensificação do diálogo interno e externo; da simplificação e agilidade dos processos administrativos e avaliativos, com o objetivo de qualificar nossa vida profissional, tornando-a menos exaustiva; bem como para atender às finalidades de apoiar a qualificação das atividades de ensino, pesquisa e extensão, constituindo-se em um elemento estruturante da democracia na Universidade.

Não podemos deixar de compreender, como aliás foi a gênese da nossa UFBA, que as culturas e as artes se constituem na amálgama da existência humana e, portanto, também elas precisam reaparecer no interior da Universidade, e na sua relação com o mundo, como estruturantes das produções científicas e tecnológicas. Criamos, assim, uma mobilização permanente de toda a Universidade – e não apenas as que já ocorrem, fruto da ação de pessoas ou grupos – no sentido de estabelecermos uma relação umbilical com a sociedade a que pertencemos.

Tudo isto sem perder a necessária e fundamental preocupação com a nossa memória, que nos possibilitará, aprendendo com o passado, viver o presente com dignidade e projetar o futuro.

Com estes propósitos, apresentamos nosso programa de gestão que foi e continuará sendo construído com base em eixos estruturantes, que servirão de leito para o nosso percurso, na campanha e na gestão.

A chapa Autonomia e Diferença participa desta eleição, buscando representar um projeto de universidade cuja dialogia e a proatividade constituem o par dialético fundante da gestão. Por isso, convocamos a todos e todas para entrar em campo e participar, com razão e emoção, de um capítulo histórico da vida universitária.

Concepção de Universidade

A Universidade é reconhecida pela sua importância e como espaço privilegiado para a produção de culturas e conhecimentos e precisa, portanto, garantir uma aprofundada e ampla formação profissional aos jovens. A maioria absoluta dos estudantes que ingressam na universidade se concentra apenas no ensino, sem experiências em pesquisa e extensão. É obrigação da Universidade garantir qualidade nos serviços públicos que oferece. Mas, além disso, a passagem do estudante pela Universidade pode e deve representar um período de riqueza cultural e de troca de experiências para toda a vida. Tornar a Universidade um lugar de encontros, de acolhimentos, que proporcione e produza culturas, depende da nossa própria comunidade, e a reitoria deve ser, nesse cenário, um polo político e catalisador, a permitir e garantir essa ambientação.

A cultura é a amálgama fundamental que articula o fazer dos seres humanos e, como tal, precisa ser fortalecida, em sua própria natureza e como elemento fundamental e básico da produção de ciência e tecnologia. Arte, cultura e ciência, no caso da UFBA, exigem um olhar mais atento, para que seja feito um resgate histórico e sua atualização.

Necessário se faz que se intensifique a relação da Universidade com a cidade, com a vida da cidade, pensando essa relação como essencial para prospectar (e sonhar) o futuro de ambas.

(Re)afirmação da Autonomia

 

A autonomia universitária não pode se limitar à retórica. A autonomia deve ser garantida na sua amplitude e, ao mesmo tempo, nas relações mais amiúdes, no interior da Universidade.

O tema da autonomia universitária não deve se perder na retórica improdutiva, isto é, se dissolver em meio a debates estéreis, em programas que não explicitem realmente as potencialidades da comunidade universitária e em políticas que apenas simulem a participação efetiva de todos nas decisões que definem os passos da Universidade.

As políticas públicas educacionais e de ciência e tecnologia que incluem as instituições de ensino superior brasileiras estão, cada vez mais, centradas em projetos de adesão, em detrimento do financiamento público orçamentário e, com isso, as universidades se veem obrigadas a trabalhar a partir de metas estabelecidas externamente, ferindo, mais uma vez, a sua plena autonomia.

É importante observar em cada detalhe onde a autonomia está sendo ameaçada como, por exemplo, nos requerimentos mais inocentes, nos atendimentos mais comuns, nas situações mais previsíveis, não permitindo que a burocracia se constitua em um paredão contra a autonomia. Por isso, a autonomia requer desburocratização, descentralização e transparência, no trato dos assuntos e processos universitários.

Os rigores externos, presentes nos excessos das agências de financiamento e nas publicações de “excelência”, comparecem também como atentados à autonomia do pesquisador, e temos de enfrentá-los, com tranquilidade e determinação.

Dessa forma, é fundamental considerar a construção cotidiana da autonomia através de ações políticas e administrativas concretas. Assim procedendo, estaremos afinados historicamente com o movimento sindical, que acena, há décadas, com a defesa da autonomia universitária, como demonstra a luta dos sindicatos de professores e servidores técnicos-administrativos, bem como a ação dos estudantes.

Faça o DOWNLOAD da proposta completa.

Síntese das propostas

 

As propostas aqui apresentadas constituem-se em elementos iniciais de um processo amplo de debate, intra e extramuros da Universidade, pois acreditamos que somente com a vontade coletiva e a intensa participação de todos se pode construir uma Universidade Pública comprometida com a formação de cidadãos para uma atuação plena no mundo.

Na presente síntese do nosso documento de inscrição, apresentamos os enunciados das nossas propostas, que estarão em interativo debate com a comunidade, e que se expressam: na EXPANSÃO DA UFBA COM QUALIDADE SOCIAL, materializada em um Plano Diretor e de Desenvolvimento Institucional, de médio e longo prazo, elaborado coletivamente e com a necessária publicidade; na MELHORIA DA INFRAESTRUTURA E DA SEGURANÇA, como base para o exercício indissociável de ensino-pesquisa-extensão; na VALORIZAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS e no DIAĹOGO PERMANENTE COM OS MOVIMENTOS SOCIAIS, em especial o docente, o técnico-administrativo e o estudantil, respeitando sua autonomia e demandas específicas; na busca de uma POLÍTICA DE FINANCIAMENTO à altura dos desafios institucionais da UFBA; e de uma POLÍTICA DE INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO, EVENTOS ACADÊMICOS E CULTURAIS capaz de ampliar a interação com a sociedade e valorizar as diferentes linguagens culturais; na INTEGRAÇÃO COM AS DEMAIS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR, para compartilhar experiências de ensino, pesquisa e extensão; na TRANSPARÊNCIA E CONTROLE SOCIAL, com transmissão via web das reuniões dos conselhos superiores e imediata disponibilização pública dos atos e das atas, de forma indexada e em formato livre, sem descuidar do ESTÍMULO À MEMÓRIA E À PRESERVAÇÃO DO ACERVO HISTÓRICO, com vistas à recuperação do passado e ao registro do presente para garantia do acesso à nossa história como presente para o nosso futuro.

Os candidatos

 

Nelson Pretto – Reitor

Professor Associado IV da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA)l. Doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo (1994), Licenciado em Física (1977) e Mestre em Educação (1985), ambos pela UFBA. Bolsista do CNPq (1B). Secretário Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Bahia. Membro da Academia de Ciência da Bahia. Foi titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia, de 2007 a 2011. Editor da Revista Entreideias: educação, cultura e sociedade (Revista da Faced). Pesquisador visitante (pós-doc) do Theory, Culture and Society Centre na Universidade Trent de Nottingham/Inglaterra (2008/2009) e do Centre for Cultural Studies de Goldsmiths College/Universidade de Londres/Inglaterra (1998/1999). Foi membro da diretoria do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia – SINPRO (1976/1977). Foi coordenador de Estudos e Análises do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (Inep – 1986/1987), superintendente de Projetos Especiais da Fundação Nacional de Rádio e TV Educativa (FUNTEVÊ, 1987/1989), assessor do reitor da UFBA (1994/1996), período no qual coordenou a implantação da internet na UFBA e no Estado da Bahia, como coordenador do “Comitê Gestor da Rede Bahia”. Coordenou, juntamente com Leonardo Lazarte (UnB), o grupo de trabalho sobre Educação, no projeto brasileiro Sociedade da Informação (MCT). Publicou diversos livros, capítulos e artigos, além de artigos na mídia.

Angelo Serpa – Vice Reitor

É professor titular de Geografia Humana da Universidade Federal da Bahia; doutor em Planejamento Paisagístico e Ambiental pela Universitaet Für Bodenkultur Wien (1994), com pós doutorado em Estudos de Organização do Espaço Exterior e Planejamento Urbano-Regional e Paisagístico, realizado na Universidade de São Paulo (1995-1996), e em Geografia Cultural e Urbana, realizado na Université Paris IV (Sorbonne/2002-2003) e na Humboldt Universität zu Berlin (2009). É pesquisador com bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq (nível 1B). Tem experiência de pesquisa, extensão e ensino, nas áreas de Geografia e de Planejamento, com ênfase em Geografia Urbana, Geografia Regional e Geografia Cultural, Planejamento Urbano, Planejamento Regional e Planejamento Paisagístico. É docente permanente nos Programas de Pós-Graduação em Geografia e em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia, instituição na qual também é editor responsável pela Revista GeoTextos. Na UFBA, integra o conselho editorial da EDUFBA, desde 2003, e foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia, de 2003 a 2007.

Vote Nelson Pretto e Angelo Serpa – Eleições UFBA 2014

Eleição 20 e 21 de maio – A UFBA em suas mãos

autonomia e diferença: nelson pretto e angelo serpa na reitoria – ufba 2014 5

 

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