POR UMA RADICALIZAÇÃO DA CIDADANIA UNIVERSITÁRIA, por Juan Brizuela

Após escutar com atenção e participar dos debates dos candidatos à reitoria da UFBA, sinto-me identificado com a chapa 2, dos professores Nelson Pretto e Ângelo Serpa. Gosto da militância acadêmica dos dois, o foco no debate público e político na universidade, e suas propostas fundamentadas na práxis e na busca de uma necessária radicalização da cidadania universitária.

A chapa dos prof. Nelson e Ângelo, “autonomia e diferença”, busca construir uma alternativa concreta para fazer frente à mediocridade, à naturalização das desigualdades e à falta de compromisso promovidos pelo capitalismo e pelo produtivismo acadêmico, aos quais alunos, professores e jovens pesquisadores estamos permanentemente submetidos.

Após cinco anos de estudo e vivencias no IHAC-UFBA, assumo um posicionamento crítico-construtivo tão necessário após duas gestões na reitoria que tiveram, no discurso, um aparente compromisso com o IHAC, mas terminaram desgastando até os próprios professores que trabalharam honestamente nas campanhas dos reitores anteriores e que hoje apoiam a chapa 1, dos prof. João Salles e Paulo Miguez.

Pessoalmente, poderia resumir em três pontos fundamentais as diferenças entre as propostas:

1)      Diálogos comuniversitários: Retomando a feliz experiência do ex-reitor Felippe Serpa (1993-1998), de quem pouco ou nada temos ouvido no IHAC, injustamente. Projetos como UFBA em campo e a radicalização das Atividades Curriculares em Campo (ACC) não fazem parte, de forma explícita e prioritária, no meu entendimento, da campanha do prof. João Salles.

2)      Orçamento participativo: Ponto fundamental na busca de transparência, acesso à informação e participação efetiva na tomada de decisões. Esta proposta já é realidade no site da chapa 2, com ativos canais de interação e onde podem ser acessados, com total transparência, os gastos de campanha.

3)      Perspectiva latino-americana: Bahia faz fronteira com África e também com o resto da América Latina. Mesmo formando parte de um país com longas fronteiras e espaços de interação com vizinhos sul-americanos, a UFBA não tem privilegiado, institucionalmente, uma estreita relação que permita diálogos entre diferentes saberes interculturais com equidade.

A chapa 2 “autonomia e diferença”, dos prof. Nelson Pretto e Ângelo Serpa, sem dúvidas, tem melhores propostas, maior engajamento e experiência comuniversitária e uma inquestionável ética e trajetória acadêmica.

Abraço democrático, autônomo e diferente,

Juan Brizuela

Aluno de pós-graduação do IHAC-UFBA

Integrante do projeto de extensão latitudeslatinas.com

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